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A glass of wine, please...

A coffee in the morning, a glass of wine in the evening.

A glass of wine, please...

A coffee in the morning, a glass of wine in the evening.

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Hoje estou a sofrer, não de alma, mas de corpo. Tenho dores menstruais horríveis, mas o pior é a dor de cabeça, que nem depois dos comprimidos para as dores me passou, acho que vou ter que recorrer ao comprimido super-poderoso para as enxaquecas, o problema é que no fim-de-semana passado tomei duas vezes, e querendo evitar… Dores de um raio! Retiram-me qualidade de vida constantemente. Sei que as dores do fim-de-semana foram causadas no período “pré-menstrual”, já é hábito. Hoje talvez seja pelo pico da dor menstrual, em que também me afecta a cabeça, não sei. Faço um diário alimentar para descobrir a origem das enxaquecas, porque também já as associei a alguns alimentos, ainda sem certeza, como: batatas, laranjas, chocolates, picante, caril, vinho… só coisas boas!!!. No fundo analisando bem, tem tudo a ver com o intestino. A industria farmacêutica faz-nos querer que a medicação é a solução, mas para combater a origem da maioria das doenças tenho a certeza que nos devíamos focar na nossa alimentação e alterar o que percebemos que afinal nos faz mal. Os medicamentos ajudam a atenuar sintomas, não origens. Bem, vou tomar o tal, para atenuar este atormento.!!

 

 

Sr. Agente

Estou a trabalhar no atendimento ao público, situação que me desagrada desde que a pandemia começou. Não tenho direito a quarentena, a teletrabalho, a assistência a filho, nem a máscaras, luvas e desinfectantes, ah não esperem, enviaram há duas semanas duas caixas luvas e há uns dias um frasco de álcool-gel, UM para a toda a equipa, praticamente um mês depois de ter sido decretado o estado de emergência, note-se! Hoje entra um casal pelo estabelecimento a dentro, e dirige-se a nós, eu prontifico-me de imediato a dizer: “só pode entrar um de cada vez”, ao que o senhor ficou muito irritado, alegando que as instruções são quatro pessoas por 100m2, e que se tinha-mos X colaboradores, poderíamos atender o mesmo numero de clientes (o que não funciona assim), mas mesmo que assim fosse, o senhor vinha acompanhado para o mesmo atendimento, e além de ripostar as regras que eu lhe estava a impor, sai-se com um: “nós estamos em casa fechados há muitos dias e não temos que apanhar com isto”, não por estas palavras, mas algo género, ao que eu não me contive respondendo: “e eu tenho estado aqui a trabalhar”. O senhor resolve pedir o livro de reclamações e mostrar o crachá de agente da autoridade. Quer dizer, é um senhor policia, que supostamente estaria a cumprir a quarentena em casa, mas hoje decidiu vir tratar de assuntos presencialmente, em vez de usar os meios alternativos (on-line, por exemplo) - porque pelos vistos já estava farto de estar em casa - e ainda trazer a esposa, ambos sem qualquer proteção e com esta postura, quando deveria ser o primeiro a obrigar-se a cumprir aquilo que está estipulado. E depois eu é que sou mal educada, porque  esperam de nós profissionalismo - entenda-se sorrisos e simpatia- não! Eu recuso-me a não me mostrar indignada com pessoas que continuam a fazer a sua vida normal como se nada se passasse, arriscando a saúde ou mesmo a vida de quem é obrigado a trabalhar. A situação não está para sorrisos e simpatias, e como cidadã responsável insisto em mostrar a estes imbecis e ignorantes que não estão a agir bem, fazê-los sentirem-se estúpidos. Quem se sai mal com isto acabo sempre por ser eu, algo que também me irrita solenemente, uma vez que as colegas são demasiado submissas às regras impostas por chefias que estão confortavelmente em casa a mandar fazer.  

 

 

O Coronavírus fica para depois?

Será que sou só eu que acho que deveríamos estar todos fechados em casa de quarentena, circular nas ruas apenas se estritamente necessário, com a devida protecção, como a utilização de máscaras, e de forma ordeira e racional? Sei que há serviços que não podem simplesmente fechar, como os de fornecimento de bens de primeira necessidade, mas talvez reduzir as pessoas que lá trabalham, certificar-se de que não são portadoras do vírus e estarem devidamente protegidas. Eu trabalho no atendimento ao público e acho ridículo não nos mandarem para casa, ou pelo menos a tal diminuição do horário e dos colaboradores, porque apesar de não se tratar de um serviço de primeira necessidade, é imprescindível para algumas situações, e claro: devidamente equipados com máscaras, luvas e gel desinfectante, coisa que a entidade patronal não se lembrou de providenciar até agora, mas os folhetos de prevenção para afixar pelas paredes temos aos montes.  Em relação aos números de infectados que "passam cá para fora" são completamente surrealistas, basta saber a regra da multiplicação para perceber que já somos milhares, mesmo que ainda não tenhamos os sintomas, o que torna esta realidade ainda mais triste e preocupante. A prevenção já havia de ter sido tomada antes de aparecerem os "78 casos", mas não, vamos deixar que o vírus se alastre cada vez mais, até não haver capacidade hospitalar para acudir, e terem que escolher quem fica e quem vai (como parece já estar a acontecer), até não podermos vir trabalhar obrigatoriamente por tempo indeterminado, quando podia ser apenas por quinze dias, se as medidas seguissem o rigor necessário, e as empresas acabarem por ter que fechar na mesma por falta de pessoal. As escolas fecham oficialmente, mas só a partir de segunda-feira, porque ontem e hoje o vírus tirou umas férias e se calhar foi até à praia passear... Ridículo!

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Sinto a alma encolhida, torcida, moída de dor. Uma aura negra, o corpo debilitado. O peito apertado, a garganta sufocada pelo choro retido. Os olhos pesados pelo peso da testa baixa, enrugada pelo desânimo…

 

 

I Hate Mondays

Estou fraca, com uma preguiça interminável, um frio que me desconforta, a obrigatoriedade de estar a trabalhar (ou a fingir que estou), tentando a aguentar esta segunda-feira pós-ressaca, à espera que o tempo passe e me envie de volta para o meu sofá. Sinto-me debilitada, apesar de ontem ter estado bem pior. Hoje estou certa que dormirei bem, o tempo seguido sem interrupções do vento ou de dores de cabeça insuportáveis que me acordaram esta noite. Acordei de um sonho que me estava a inquietar, tinha matado alguém, já não me lembro quem nem em que circunstancias, e estava com um medo enorme de ser apanhada, entretanto acordei. Teria sido um alivio se o vento e a dor de cabeça me tivessem deixado voltar a adormecer, quando finalmente aconteceu tocou o despertador. Mas está tudo bem, meio dia já passou, pensamento positivo, até tenho tido poucos clientes, e aqui estou eu com tempo para escrever.

 

 

 

Segunda-Feira

Hoje estou bem disposta. Segunda-feira, primeiro dia pós-férias (últimas férias do ano), dia cinzento e chuvoso, os mesmo problemas, mas por alguma razão acordei com esta boa energia. Que seja um presságio e que advenham coisas boas daí, que os tais problemas se resolvam o quanto antes e que a minha vida se volte a endireitar. Poderia falar deles agora, preciso de o fazer, mas acho que ainda não será desta. Mexe tanto com o meu sistema nervoso que tenho evitado escrever sobre isto, apesar de já o ter feito anteriormente aqui no blog. Evito isso como tenho evitado ver noticias por exemplo. Acho que evito tudo o que me pode magoar, fazer sentir injustiçada ou até mesmo pena de alguém. Admito que esta desinformação me está a tornar também ignorante, mas a felicidade de não ter que lidar com tristezas e problemas dos quais não estão ao meu alcance resolver é compensador. Recebo as mensagens do SAPO no telemóvel sendo a única fonte de informação noticiosa a que tenho acesso e isso basta-me. Tenho-me cultivado com séries televisivas do Netflix e do HBO são os únicos canais que uso da TV lá em casa, rara excepção, o canal das Rádios em que oiço a Smooth FM. Estou completamente viciada nas séries, quanto mais temporadas melhor, de momento ando a ver a “Mad Men”, passada nos anos 60, adoro. Aliás, estou desejosa de chegar a casa, vestir o pijama e sentar-me no sofá com a manta em frente à televisão, é o ponto alto do meu dia (estou a escrever isto a sorrir, não sei se estão a perceber).

 

...(in)justiça em Portugal

Tento abstrair-me daquilo que não posso mudar, ou pelo menos da preocupação que me faz sentir, esperar que as coisas tomem o seu rumo e se resolvam no seu tempo, mas nem sempre consigo e hoje foi um desses dias. Custa-me ter que aguardar que a Justiça actue perante a minha inquilina que está gratuitamente a usufruir da minha casa, casa essa da qual tenho um empréstimo bancário a decorrer, da qual a renda era/seria para ir liquidando as prestações desse mesmo empréstimo, e ficar simplesmente à  espera que os meses ou anos passem até que o tribunal a despeje de vez. Porque é uma coitadinha? Está desempregada e tem a seu cargo dois filhos? E eu porra!?! Eu, uma cidadã cumpridora da lei, com os meus impostos em dia, trabalhadora, também mãe solteira, sem qualquer ajuda do nosso Estado, nem direito ao abono de família tenho,  nem à pensão de alimentos (uma vez que o pai não paga e existe um Fundo para este fim), a sujeitar-me a tudo aquilo que quem precisa se sujeita (humildade) e depois temos estes parasitas, desempregados porque se calhar não se sujeitam, não se esforçam, não lutam. Filhos da puta! E ainda me responde com toda a prepotência que sabe que me deve dinheiro, que de certo irá pagar consoante as suas posses pois recorreu ao tribunal. Mas eu sou um Banco? Sou o departamento de recuperação de crédito? Mas o que é isto? Podia considerar que é ignorância dela pensar assim, mas o meu grande receio é que a ignorante seja eu, e que a Justiça compactue com este tipo de gente em vez de salvaguardar quem realmente cumpre com a lei e com o próximo.

 

Nas costas dos outros vejo as minhas...

As pessoas são tão mal falantes. Divertem-se a depreciar os outros, perdem tempo a fazê-lo. Estou neste momento a ouvir as minhas colegas a comentarem fotografias de outros elementos da empresa. Começaram a falar mal das roupas com que foram para um determinado evento, supostamente "não adequadas", mas o pior foi quando começaram a falar da barriga “não sei de quem”, e dos cabelos arranjados da “não sei quantas”. É que elas pararam o que estavam a fazer, para se juntarem à frente do computador em que uma delas mostrava à outras as “figuras” de terceiros, em que mesmo que não concordem não o dizem indo na onda do mal-dizer, que é muito mais fácil do que ter uma opinião contrária, ou argumentar a favor. Abomino este tipo de atitude.

 

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Bem, há quanto tempo... Finalmente sinto-me mais feliz, consegui a transferência que tanto queria para mais perto de casa (bem mais perto), já nem tenho tempo de ouvir a "Mixórdia de Temáticas" da rádio Comercial, o que tenho pena, ou os meus cd´s por estar farta das músicas da rádio. Mas o melhor é mesmo não ter tempo para o stress do trânsito, fora a poupança em gasolina que já começa a ser notável, só coisas boas. Até os colegas são melhores, ou pelo menos quero acreditar que sim, apesar de já ter assistido a uma ou duas situações daquelas em que pensas: "nas costas dos outros vemos as nossas", mas tento não pensar negativamente e aceitar aquilo que são, o mal é para quem o pratica portanto não me devo sentir eu mal com isso. 

 

 

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